domingo, 30 de dezembro de 2012

Nada


Nada a declarar...
Mais um ano se passou e mais um ano nos receberá!
Bem simples!
O importante é poder continuar nesta jornada...

sábado, 24 de novembro de 2012

Quem me dera

Quem me dera ter um vicio... Daqueles... Que não se vive sem... Que não consegue se largar!
Quem me dera ser dependente!
Quem me dera ter fascinação por algum animal de estimação... Amar um gatinho ou um cãozinho!
Quem me dera depender quimicamente de medicamentos controlados!
Quem me dera ser religiosa... Ter fé... Idolatrar anjos, deuses, bruxas, igrejas ou qualquer coisa do gênero... Cultuar di

vindades... Orar, rezar... Acreditar em Deus!
Quem me dera ter um amor para vida inteira ou o amor da minha vida... Ter uma paixão arrebatadora... Cometer loucuras de amor!
Quem me dera ser meiga, delicada e calma... Ser inocente!
Quem me dera ter uma válvula de escape ou um bode expiatório! Ter muletas ou amuletos...
Quem me dera poder desviar me ou fugir da realidade! Viver em outro mundo... No meu mundo! 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Amiga solteira

Todo mundo deveria namorar uma mulher solteira!!!
Aquele ser que já nasce de salto alto... De boca vermelha, ombros de fora e drinque em punho. 
O animal mais bem relacionado da cadeia alimentícia! 
Amigos, colegas, cachos, ex-cachos, futuros maridos, tudo entrando pelo celular 24 horas por dia...
Como não amar? Quer uma festinha? Disque amiga solteira. Um cinema daqui a meia hora? Disque amiga so

lteira. Esticadinha da balada? É com ela mesma. Maquiagem de última hora? Na bolsa da amiga solteira sempre tem!
A amiga solteira já amou, já casou, já sofreu e levantou!
A boa amiga solteira é aquela que não tá caçando namorado, está só curtindo, se amando e carregando um pequeno bando consigo...
Forte, firme, ela tem sempre um casal animado a tiracolo e, claro, umas outras amigas solteiras na linha caso os pares de hoje desanimem.
A amiga solteira é uma central de acontecimentos culturais e programas improváveis. A amiga solteira sempre tem uma fofoca para animar o mais caído dos bares! Aliás, não há bar caído para a amiga solteira...
Não há dia cinza, chuva ou horário pra acordar. (...)
A amiga solteira é a alegria de tomara que caia!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Livre do amor

Antes só, do que mal acompanhada!
É o ditado popular mais batido do mundo e faz sentido. 
Ser tolerante por causa de amor, compreensiva, fazer o possível para dar certo, nem sempre vale a pena. 
Eu faria tudo de novo, mas só porque preciso esgotar todas as possibilidades para não surtar, não porque eu acho que poderia dar certo de alguma outra forma. 
Os conselhos da minha mãe e das minhas amigas ecoam nos meus pensamentos, como um tipo de eu-te-avisei e eu concordo com a cabeça, fazer o que? Certas elas, burra eu! Sempre é tudo tão óbvio para o resto do mundo e me irrita esse tipo de estado patético de cegueira e total vulnerabilidade que o amor nos submete. 

Eu peço apenas que eu permaneça livre de qualquer amor ou quase isso,é um pedido desesperado e cansado, depois de tempos tão difíceis e tudo bagunçado por dentro. Acontece que, depois do amor, não dá para seguir em frente sem férias...
Então declaro, oficialmente, meu período de recesso emocional. Longo, eu espero!
Para respirar, me recompor, experimentar. Para me amar...
Eu não tenho forças e coragem para iniciar novas histórias...
Me dá calafrios toda vez que penso em me apaixonar!
Essas mulheres malucas de filme, que não deixam passar do segundo encontro para não criar nenhum tipo de vínculo, são espertas! Hoje é uma boa ideia...
Estou esperta ou louca também!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Soltar-se para a vida



É preciso aprender que nada é definitivo em nossa vida...

As pessoas passam por nossa vida e nos marcam... Às vezes permanecem e outras não...

É preciso saber que nada é por acaso... Aqueles que vieram tinham algo a resgatar ou a acrescentar a nós...

Saber dizer adeus aos relacionamentos que muitas vezes estão gastos é ter a coragem de perceber que o Creador age em nós fazendo o que deve ser...

Aceite isso e viva mais leve e desapegado...

Ocupe-se em fazer na vida, aquilo que só depende de você... Preocupar-se com aquilo que depende dos outros é estar ocupando seu tempo com o que não pode ser controlado... Confie e solte o mundo... Assim sua vida ficará mais leve e seu fardo menos pesado...

As pessoas que passam por sua vida são o reflexo de você... Elas nunca te abandonam é você que se afasta de si, abandonando seu querer... Então não consegue estar inteira parecendo que te falta algo... Isso que te falta, é apenas um pouco de você..

O amor verdadeiro não se apega...

Solta para que o Ser amado possa ser feliz conforme escolher...

Pode de início parecer doloroso... Mas mais doloroso é segurar a pessoa que quer ir...

Não nascemos pra nos grudar em nada e em ninguém... A liberdade é do ser humano...

Sempre que aprendemos a soltar tudo, a vida vai nos levar onde devemos estar...

Felicidade não é uma coisa que se conquista, ela vive dentro e foge quando vamos buscar fora...


Feliz daquele que consegue apagar os acontecimentos do ontem ao anoitecer, sabendo que as raias de um novo dia, podem iluminar sua mente, trazendo a você uma nova consciência que o colocarão em contato, com novas possibilidades pra viver...

sábado, 30 de junho de 2012

Homem

Ele sabe que atualmente ele é o homem da minha vida e que eu não quero casar com ele. Mas ele é maravilhoso!
É correto, é amoroso, é realmente amigo, é companheiro, é bondoso, é objetivo, é pratico, é sem vergonha e é deliciosoooo!



quarta-feira, 27 de junho de 2012

Maravilhoso

Ele é simplesmente Maravilhoso!
É divino, é muito mais do que eu poderia esperar...
Que espetáculo! Santo pai!
Estou maravilhada!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Coração

Ser acordada as 06h35min da manhã e ouvir sua voz dizendo...
-Bom dia coração!
Ilumina-me o dia!
Meu querido despertador!
Pareço uma criança esperando as suas ligações!

Pagando a língua


Acabei de assistir um filme chorei no final do filme...
Lembrei-me de você me dizendo que chora apenas em final de filme...
Hoje eu falei para a minha mãe, estou pagando a minha língua!
Eu sempre critiquei e falava que não tomaria determinadas atitudes.
Agora me vejo pagando a língua!
É difícil estar do outro lado da porta...  
Mas... O que vou fazer com essa paixão gostosa?
 O que fazer com essa ansiedade?
Eu conto cada minuto esperando uma ligação sua!
Adoro sentir seu perfume...
Penso antes de falar! Hahaha...
Eu só penso em você!
O difícil é controlar o ciúme... Ah... O ciúme que me atormenta!
Mas... Somos apenas amigos! “Amigos!”
Coração eu pago a minha língua. E vou amar ver você pagando a sua língua, por quebrar mais uma promessa! 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Sem limites

Ela também teve seu coração machucado.
Dilacerado, imagino.
Normal.
Desse mal, meu bem, ninguém escapa.
Mas o bom disso tudo é que agora consigo abrir meu coração sem rodeios.
Sim, amei sem limites.
Dei meu coração de bandeja.
Sim, sonhei com casinhas, jardins e os nossos filhos lindos correndo atrás de mim.
Mas tudo está bem agora, eu digo: agora.
Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz.
Descobri tantas coisas.
Tantas, Tantas.
Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor.
Que viver um amor.
Tantos amigos.
Tantos lugares.
Tantas frases e livros e sentidos.
Tantas pessoas novas.
Indo.
Vindo.
Tenho só um mundo pela frente.
E olhe pra ele.
Olhe o mundo!
É tão pequeno diante de tudo o que sinto.
Sofrer dói.
Dói e não é pouco.
Mas faz um bem danado depois que passa.
Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida.
Nunca.
Mas agora, com sua licença.
Não dá mais para ocupar o mesmo espaço.
Meu tempo não se mede em relógios.
E a vida lá fora, me chama!

Saudade dói

Passar com a rodinha do carrinho de supermercado no dedinho dói horrores e você não pode gritar... Espero que a minha unha não caia!
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Estou de preto

NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS


Estou de preto.
Calça, sapato, blusa, óculos.
As meninas da recepção da clínica de shiatsu, que sempre me olham com certo ódio típico de mulheres que servem mulheres, me respeitam tímidas dessa vez.
Como se eu fosse velha ou aleijada.
Isso é um gozo dentro de mim.
Sofrer por amor é um gozo.
Me faz sentir superior porque carrego essa estrela negra.
E carrego esse céu escuro.
E esse cemitério de felicidades.
E poros que sangram em silêncio.
Tudo isso faz de mim um peso de papel.
E meus pensamentos não voam mais descompromissados e jovens e coloridos e destacáveis.
Eles se unem para, num bloco só, sentir sua falta.
Que é algo imenso demais pra se sentir sem estar toda.
E por isso, por eu ser agora um peso de papel de mim, as pessoas me velam tristes como se eu estivesse ligada a um soro ou como se eu estivesse acenando a elas, de longe, de um lugar devastado por alguma guerra ou vírus.
Como se, de dentro de um planeta que sofreu irradiação, eu acenasse protegida por vidros antes de virar pó químico.
Elas me olham como se eu fosse um peixe envenenado num aquário abandonado.
Ninguém me olha, na verdade, mas fantasio tudo isso e é de fato muito arrogante ter um peito apaixonado.
Pra que o peso do peito apaixonado não nos faça caminhar de ponta cabeças, empinamos com toda a força o coração.
Como se fossemos muito diferentes e especiais por estar assim.
O estado interessante.
A gravidez do peito.
O peito com alguém dentro.
Não se sinta mal por eu ficar doze horas do meu dia olhando um ponto invisível na parede.
Ou por eu gemer de leve quando chega a hora de eu acordar.
Ou pela dor nos meus ombros sempre me avisarem que será mais uma luta pra não ouvir a sua voz, a mais bonita voz que se tem notícias pelos ares do mundo.
Ou por eu segurar os instantes quando afundo na água, em segundos dramáticos de desistência.
Ou por eu ter sempre moleiras de lágrimas iluminando meus olhos.
Eu gosto disso.
Eu gosto de caminhar soberba e dura e pesada e arrastada e arranhada e retesada e ensanguentada pelas ruas.
Eu gosto de ser um escombro perambulando entre todos que não estão apaixonados por você e, só por isso, são inferiores a mim.
E de ver o vazio, o normal, o médio, as pessoas, e me sentir mais alta. Ou baixa. Mas sempre de outro lugar.
Eu gosto do coração barrigudo e disso me fazer imensa e cheia de você.
Implodida de você e sentindo as dores e as fumaças de andares que desabam quando você diz que agora só amanhã ou depois de amanhã ou nunca.
Pode até ser que outra pessoa te tenha agora andando pela casa e dormindo na cama e pegando uma água na geladeira.
Mas eu tenho você no meu fígado e rins e veias e artérias e sonhos e líquidos e células.
Eu gosto da lama viscosa escorrendo dos meus ouvidos.
E do sangue esguichando do meu nariz.
E dos rios infinitos jorrando dos meus olhos.
E do exagero e da histeria e da psicopatia e do delírio que é estar apaixonada.
E de eu ter doze anos e ter medo de morrer de tanta atrapalhação.
E de como todas as pessoas que já me deixaram assim são automaticamente zeradas quando eu sinto de novo.
E de como estar idiota assim parece novo e inexperiente porque sempre só se fica idiota assim pela primeira vez.
E do animal cabeceando a jaula até a cabeça, antes enorme e agora comprimida e amassada, passar pelo pequeno vão livre e conseguir ir até você.
E de como a gente se agarra a uma migalhinha de razão de areia flutuando num mar bravo.
E da mesa com cinco amigas preocupadas, me vendo chorar no restaurante, enquanto sorrio e choro de novo.
Eu gosto disso tudo, desse drama todo, dessa dor, das minhas olheiras, da minha face afundada pelo murro do amor.
Eu gosto como as músicas e os filmes e as praias e os livros e os silêncios e as nuvens e os abraços e a noite e tudo ficam gritantes e insuportáveis e brilhantes e verdadeiros.
De mim zumbi, do corpo que parece ter apanhado até cair inconsciente, do quase vomito ansioso e latejante no meio do peito.
Então não se preocupe.
Você já pode ir.
Não me lembro mais seu nome ou cheiro ou o que sinto quando sua mão esmaga minha pele arrepiada.
Eu sou um vampiro que sobrevive em beber o próprio sangue.
Eu só preciso das pessoas para que elas me salguem.
Me deixe assim e depois apenas me deixe.
Agora eu fico aqui, me bebendo até que eu perca novamente o gosto.
Tati Bernardi

Amor triste amor

Chega o momento que após o silencio é necessário desabafar...

Não é por ser um desabafo que vai realmente aliviar a alma e retirar do coração toda magoa e o ressentimento.

A tristeza! A nobre e singela tristeza me faz fiel companhia... As lagrimas fervilham e esquentam minha face no decorrer de todos os dias. Nunca em tempo algum desperdicei tanto liquido quanto nesses últimos meses.

Parece um sistema de contra peso... Quanto maior as minhas alegrias, maior é a minha tristeza.

A solidão me faz parceira no meu dia a dia! Que gloria! Eu... Um ser humano cheio de vida, sempre muito comunicativa, expressiva... Sempre rodeada por diversos seres humanos.

Eu e minha vida mais ou menos, porem centrada (ao meu modo).

Estou aqui à deriva da minha desilusão, acompanhada pela rotina da decepção, com o coração envolto de dor...

Pode-se dizer que é drama! É drama! Drama para quem não vivencia a minha dor!

Por amar eu sinto essa imensa tristeza!

Meu orgulho, minha autoestima, nada é maior do que a dor do desprezo...

As lembranças parecem um filme, sua imagem, o timbre da sua voz, nada sai do pensamento.

A esperança se perdeu pelo caminho...

O mundo foi ficando pequenino...

O coração está secando dia após dia e o tal do amor continua firme e forte, glamoroso a me espezinhar com a sua ausência.

A sensação é de mesquinhez e impotência diante dos fatos...

É pratico assim... Hoje eu te amo, amanhã talvez e depois de amanhã? Quem sabe outro dia a gente possa se encontrar... Porque simplesmente o amor passou, foi embora correndo, pois agora eu sou firme e forte! Sinto muito e adeus, eu estou muito bem e sigo enfrente, apenas troquei de sapatos, os calçados velhos a gente deixa a beira do caminho... Talvez alguém se interesse e venha a cuidar bem deles...

E como todo par de sapatos usado, estou eu aqui a beira do caminho, com meu couro maltratado, sem brilho, esperando a morte chegar, a banda passar, a tristeza me abandonar ou um cão terminar por me fazer de pinico... Isso se não resolver me estraçalhar com seus dentões!

E quem eu amo ao menos esse é feliz!